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O valor do papel (Claudia Cezaro)

Por Claudia Cezaro Zanuso

Recentemente fui aos Encontros SESC Memórias para assistir à palestra sobre Digitalização de Documentos e Preservação de Imagens Digitais do Prof. Alex Ricardo Brasil, historiador e especialista em arquivos. Entre várias informações técnicas que ele nos forneceu, uma delas me chamou especial atenção: em um quadro comparativo de tempo de vida entre mídias para preservação de documentos, o papel de qualidade ainda ganha disparado, cerca de 500 anos.

Significa que nossa sociedade evolui aceleradamente e temos à nossa disposição recursos fantásticos para armazenamento digital, mas nenhum deles consegue nos entregar a mesma segurança e garantia do bom e velho papel. No melhor sentido da palavra.

A informação gerada a partir da era digital, infelizmente não conta com uma matriz física, em papel. Entretanto, apresenta outros atributos como compartilhamento, economia de espaço físico e portabilidade, tão valiosos no mundo atual.

A característica física que nos permite pegar, tocar, sentir a existência somada à inteligência de sistemas de dados e ferramentas de busca, faz com que muitas empresas invistam em Centros de Documentação e Memória. Há a preocupação em organizar em um único espaço, todas as informações relevantes e interessantes sobre o negócio, com o objetivo de perpetuar momentos da trajetória da empresa significativos para seu crescimento, projeção e importância para a sociedade.

Para concluir, o que tem valor, não são os documentos em si, mas cada vez mais a importância e o significado desses documentos. Com um projeto de memória, as empresas reorganizam sua história e a colocam a serviço de seu posicionamento de mercado, enaltecendo seus diferenciais competitivos.

This entry was posted on sexta-feira, julho 30th, 2010 at 20:47and is filed under Sem categoria. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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