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Passado, presente e futuro

O grande poeta Ferreira Gullar escreveu recentemente no jornal Folha de São Paulo (caderno Ilustrada de 16 de maio) sobre memória. Seu texto, atraente e instigante, intitulado “Surto Filosófico”, tem como argumentação considerar a memória como parte do presente e não apenas do passado. Tudo o que fazemos hoje é porque aprendemos no passado e memorizamos cada etapa ao ponto de repetir, aprimorar e reaprender. Escreve com propriedade o poeta: “o que é aprendizado, senão memória? E essa memória está de tal modo inserida no presente, que é parte constitutiva dele: fazer é lembrar como fazer, sem se dar conta de que lembra”.

Se, nesse momento, estou escrevendo sobre um texto que li há algumas semanas, é porque memorizei a essência, relacionei com meu conhecimento e minhas experiências sobre o assunto, ao ponto de poder aprender, debater e expor minha opinião. Portanto, a lembrança do artigo está inserida em meu presente, embora se refira a fatos passados. E, além disso, também tem relação com meu futuro, na medida em que escrevo hoje para pessoas que irão ler e comentar comigo daqui a alguns dias.

Não é surpreendente pensar que memória vai muito além de fatos e lembranças deixados na gavetinha do passado?

Quando criamos um projeto de memória empresarial para nossos clientes, mostramos o quanto o passado é algo vivo que remete a história que continua sendo escrita. Reporta a fatos que ocorreram anteriormente, mas que estão refletidos no momento atual e que irão permear as ações futuras daquela empresa (planejamento estratégico).

É por isso que costumamos dizer que um projeto de memória empresarial é composto pela consciência do passado para aprimorar o presente e vislumbrar o futuro.

Suzana Mara de Carvalho Vernalha

This entry was posted on quinta-feira, julho 1st, 2010 at 20:45and is filed under Sem categoria. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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