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Boletim Janeiro 2014

Ano novo, vida nova
Por Claudia Cezaro Zanuso

Todos que pensam ou dizem essa expressão, estão em busca de fechar uma etapa vivida e iniciar outra, como se isso bastasse para revigorar os sentidos. De fato, funciona como aspiração, nos enche de esperança. E por isso, o Boletim de janeiro do Núcleo Memória Empresarial inicia 2014 com uma reflexão sobre o rito de se comemorar aniversários: do nascimento das pessoas para o nascimento das empresas. A cada ano, qual o sentido desta celebração?

Como pessoa, não abro mão de celebrar meu aniversário. Como profissional de comunicação e memória empresarial recomendo fortemente que as organizações o façam. Os motivos vão desde a valorização da própria existência até a estratégia de fortalecer relacionamentos. Aproximamo-nos de marcas que têm história pra contar e que nos deixam saber quais foram seus desafios, quem os venceu e quais foram os resultados.

Para o antropólogo e historiador Roberto DaMatta, a sociedade contemporânea, marcada pelo individualismo, busca cada vez mais sentido, identidade e reconhecimento. Como o ritual é uma legitimação pública de um papel assumido, as datas de aniversário são momentos imperdíveis para essa afirmação. Enquanto as rotinas são tomadas como “naturais”, falam de trabalho, dever, obrigação e “da vida como ela é”, os rituais são produzidos e encenados, a partir da devoção, do prazer, do lazer e “da vida como ela deveria ser”. Rituais são situações que abrem parênteses e promovem consciência e reconhecimento, explica ele, como uma colagem entre pessoas e identidades que formam memórias.

Por isto, é hora de planejar o próximo aniversário para cultuar a trajetória de vida. Pense nisso e conte conosco!

125 anos da ARCADIS Logos
Entrevista com Heloisa Caprioli

A ARCADIS Logos é uma empresa brasileira integradora de serviços de engenharia, indústria, água e meio ambiente, em permanente evolução. Iniciou suas atividades em 1970 como Logos Engenharia para ser, à época, a primeira empresa brasileira com dedicação exclusiva em Gerenciamento de Projetos. Hoje, está entre os 5 maiores grupos de Consultoria em Engenharia do mundo e é a maior Consultoria em Engenharia de Projetos da Europa. Supera 22 mil colaboradores com atuação em mais de 70 países.  Em 2013, completou 125 anos e investiu em um projeto de celebração desta data, sobre o qual conversamos com Heloisa Caprioli, coordenadora de comunicação corporativa no Brasil. Leia abaixo um resumo desta nossa conversa:

Diversas iniciativas foram realizadas durante todo o ano para celebrar o momento histórico:

  • Livro fotográfico comemorativo – com versões impressa e digital, reuniu imagens das principais obras conduzidas pela empresa em 125 anos, em todo o mundo. Exemplares foram distribuídos em escritórios e enviados para clientes/parceiros-chave.
  • Plataforma online 125 – reuniu diferentes informações sobre a empresa e foi criada de forma colaborativa pelo público interno de todo o mundo. Além do resgate dos 125, essa ação buscou promover a empresa “global” e sua história, mostrando diferenças culturais, dicas de viagens nos locais que temos escritórios etc.
  • Desafio esportivo – meta de 1 milhão de quilômetros percorridos pelos colaboradores de todo o mundo, estimulando a prática esportiva (nadar, correr, pedalar, esquiar etc.), durante o ano de comemoração.Caso a meta fosse atingida como um todo, a empresa doaria 125 mil euros para instituições de caridade.  Ao registrar os quilômetros, os participantes escolhiam uma instituição para a qual dedicavam seus esforços. Ao final, o percentual indicado pelos colaboradores foi entregue, proporcionalmente, em dinheiro, como doação para tais instituições. A iniciativa gerou integração global e despertou solidariedade.
  • Desafio Criativo – colaboradores de todo o mundo foram convidados a enviar uma foto, incluindo, de alguma forma, o logo dos 125. As 3 melhores fotos ganharam uma viagem com acompanhante para destinos turísticos nos quais a empresa tem projetos: Singapura, Amsterdã e Washington.
  • Concurso Cultural – desenvolvido localmente no Brasil, colaboradores foram convidados a fazer um paralelo entre Brasil e Holanda sobre os diferentes momentos históricos que viviam os países em 1888, ano em que a empresa era fundada, na Holanda. Objetivos: engajamento, percepção sobre diferenças culturais, percepção histórica dos momentos e como estes influenciam nos processos e rotinas corporativas.
  • Obra de arte – um artista foi contratado para criar um quadro que fizesse referência a diferentes obras conduzidas pela empresa. Diversas unidades foram criadas na Holanda, sede da empresa, e enviadas para os principais escritórios no mundo para serem expostas nas recepções. Essa obra foi chamada de “The City of ARCADIS” e a referência brasileira foi Itaipu, uma das principais obras conduzidas pela empresa no Brasil. No evento de abertura das exposições nos escritórios, executivos da empresa discorreram sobre os projetos ilustrados no quadro.

Heloísa acredita que os impactos de cultivar e manter a história empresarial organizada são muito positivos e podem ser percebidos, e aproveitados, por todos os diferentes públicos da empresa.

“Quando falamos de público interno, o resgate da memória pode agir como ferramenta para despertar orgulho, engajamento e ‘senso de pertencimento’ nos colaboradores. Este cenário é ainda mais latente quando se trata de empresas de longa trajetória, tradição no mercado, décadas de atuação e que, com o crescimento e passar dos anos, precisam se adaptar a novos cenários e modelos de gestão. Revirar o ‘baú das lembranças’ pode ajudar empresas a terem orgulho do passado, repetir acertos, prever ‘falhas’ e ter a capacidade de adaptar cenários, com base em lições aprendidas no passado. Outro fator importante é a função que tais programas de resgate têm em empresas com profissionais de diferentes gerações. Ao resgatar a memória, muitos dos conflitos de/entre gerações podem ser reavaliados e, dependendo da estratégia/ação, ser utilizados como ferramentas de gestão de pessoas. É preciso saber de onde viemos e como ali chegamos para definir para onde queremos ir e como chegaremos. Esse projeto demonstrou isso”, concluiu Heloisa.

This entry was posted on quarta-feira, janeiro 29th, 2014 at 20:07and is filed under Sem categoria. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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