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Boletim abril 2014

Aprender é bom demais!

Por Suzana Mara de Carvalho Vernalha

Beber na fonte de um grande biógrafo. Foi o que aconteceu comigo neste mês ao participar do curso Ciência e Arte da Biografia, ministrado pelo jornalista e escritor Ruy Castro, a quem admiro de longa data. Saboreei cada momento ao conhecer os “bastidores” de obras biográficas como “Carmem” (Carmem Miranda), “O Anjo Pornográfico” (Nelson Rodrigues) e “Estrela Solitária” (Garrincha) e de publicações de reconstituição histórica sobre a bossa nova e o bairro de Ipanema. Em seus livros, cada biografado torna-se um fio condutor da história de seu tempo, muito bem detalhada por Castro.

O escritor é profícuo no levantamento das informações que, como ele mesmo afirmou, pode demorar de 2 a 4 anos. Para escrever uma biografia, entrevista cerca de 200 fontes, algumas até por 20 vezes, e pesquisa o universo vivido pelo biografado à exaustão. Vai atrás de cada informação, por mais insignificante que pareça, o que resulta em revelações surpreendentes. Desde a escolha do personagem até a edição do livro, Castro enumerou as etapas, as dificuldades, as técnicas e descreveu seu estilo de trabalhar, tão peculiar. Segue a ordem cronológica dos fatos vividos e prima pela verdade traduzida em um texto claro e objetivo. Sua meta é fazer o leitor mergulhar na história e nem lembrar que há um escritor por trás. Para tanto, como ele mesmo diz, “o biógrafo deve desaparecer da narrativa, pois o espaço é do biografado, não do autor”.

 

 

O ranking dos famosos, segundo o MIT

A pessoa mais influente e popular do planeta é o grego Aristóteles

O conceituado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), sediado em Cambridge/EUA, criou um ranking baseado em um mapeamento da produção cultural (não apenas das artes, mas de toda a produção das sociedades) dos últimos 6.000 anos. Isso mesmo: 60 séculos! Intitulado Projeto Pantheon, os pesquisadores coletaram, analisaram e cruzaram inúmeras informações, incluindo citações em livros, enciclopédias e

banco de dados virtuais, sobre personagens da história mundial, para concluir que a pessoa mais influente e popular do planeta é o grego Aristóteles, seguido por seu compatriota Platão (Jesus Cristo ficou em 3º lugar). O MIT, entretanto, faz uma advertência em seu site: devido à diversidade da produção cultural, o projeto estará sempre inacabado. “Essa incompletude, porém, é o combustível que leva nossa equipe a estar continuamente compilando, refinando, analisando e visualizando novos dados”, explica. É possível pesquisar por país. No nosso caso, a pessoa mais famosa é Pelé, seguido pelo escritor Paulo Coelho e pelo craque Garrincha. Faça sua própria pesquisa. Entre em: http://pantheon.media.mit.edu/

Celebrando uma figura mais do que ilustre: no próximo dia 30, nosso grande Dorival Caymmi faria 100 anos.

Nascido em Salvador/BA, em 30 de abril de 1914, o compositor, cantor e violonista criou versos inesquecíveis. Dorival Caymmi viveu 94 anos (morreu em 2008) e cantou, sobretudo, sua Bahia, valorizando as praias, as mulheres do local, os orixás e as igrejas. Com um estilo próprio, influenciou a cultura musical brasileira e garantiu um espaço privilegiado entre os maiores compositores do país.

Em 60 anos de carreira, lançou discos com verdadeiras obras-primas, como o samba “O Que É Que a Baiana Tem?” que, em 1938, foi incluído no filme Banana da Terra, com Carmen Miranda, o que alavancou sua carreira. Compositor de muitos sucessos como: “É doce morrer no mar”, “Marina”, “Saudade de Itapoã”, “João Valentão”, “Maracangalha”, “Samba da minha terra”, “Só louco”, “Oração pra Mãe Menininha” e “Rosa Morena”. O cantor João Gilberto incluiu esta última no seu disco de estreia “Chega de Saudades”, lançado em 1959, que também continha a maravilhosa “Desafinado”, de Tom Jobim e Newton Mendonça, canção considerada o marco inicial do movimento Bossa Nova.

 

 

1914 – 2014 Centenário das Relações Públicas

Para celebrar 100 anos de RP no Brasil, o Conferp está resgatando parte dessa história, através de registros fotográficos armazenados nos Conselhos Regionais, em universidades e por meio da colaboração dos próprios profissionais de Relações Públicas.

A partir de um levantamento inicial, identificaram-se registros de importantes eventos como congressos nacionais e internacionais da área, solenidades com personalidades políticas e empresariais do cenário nacional, solenidades de posse e outros que ajudam a contar o desenvolvimento da profissão de relações públicas no Brasil.

A partir disso, o projeto “100 Anos em Foto das Relações Públicas Brasileiras” pretende localizar, organizar e disponibilizar, de maneira online, os fragmentos da história da categoria. Iniciado neste mês de abril, o projeto se estenderá ao longo de 2014. As fotografias recuperadas servirão de base para uma exposição itinerante sobre a história das relações públicas brasileiras. Os profissionais poderão colaborar com essa iniciativa, enviando suas fotografias digitalizadas para o e-mail conferp@conferp.org.br, assunto “Fotos centenário de RP”. Todas as fotografias enviadas serão postadas no perfil do Conferp, no Facebook, e será dado o crédito para o profissional, a organização ou o Conselho Regional que as encaminhou.

“Os últimos cem anos foram definidos pela mídia de massa. Nos próximos cem, a informação não será empurrada para as pessoas, mas compartilhada através das milhões de conexões que as pessoas têm”.

This entry was posted on quarta-feira, abril 30th, 2014 at 20:17and is filed under Sem categoria. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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