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Boletim agosto 2014

Biografia de boneca pode?

Suzana Mara C. Vernalha

Por que não? A cearense Socorro Acioli recentemente lançou o livro “Emília — Uma biografia não autorizada da Marquesa de Rabicó” (Casa da Palavra) gerado a partir de sua dissertação de mestrado que aborda a obra de     Ilustração de André Mello para Arte O Globo         Monteiro Lobato.

A boneca Emília é considerada por muitos estudiosos como o alter ego do autor, o que concede mais prestígio às conversas e opiniões dela. Personagem irônica, teimosa, egoísta e crítica, que fala pelas crianças e agita o mundo adulto com todo tipo de malcriação e reinação, Emília nasceu em 1920, pela imaginação de Lobato em “A menina do narizinho arrebitado”. Moradora do Sitio do Pica-pau Amarelo, a boneca faz parte de uma sociedade matriarcal, liderada por Dona Benta – uma senhora liberal, democrata e a frente de seu tempo – e convive com tipos inusitados como o Marquês de Rabicó – com quem se casa por interesse, o Visconde de Sabugosa – seu crítico severo, a bondosa cozinheira Tia Anastácia, além de outros notáveis que povoaram os 24 livros do autor sobre este universo.

 

iMemory significa o quê?

Claudia Cezaro Zanuso

Andrew Hoskins, da Universidade de Glasgow na Escócia, foi o convidado do8º Fórum Permanente de Gestão do Conhecimento, Comunicação e Memória promovido pela Votorantim, Museu da Pessoa, Aberje e GENN e que aconteceu no dia 18 de agosto, em São Paulo.

Segundo ele, os símbolos materiais que representavam nossa civilização estão em decadência porque o meio digital assumiu o comando. Há uma compulsividade pelo registro e logo no momento seguinte pelo compartilhamento desse registro. Por isso, ele observa que as mídias sociais têm mudado o entendimento sobre o passado e a memória. Há uma fragmentação da linearidade e um acúmulo de fatos circulando que antes guardávamos em nossa memória. A esse fenômeno social e cultural o professor deu o nome de iMemory.

A equipe do Núcleo esteve no evento e considerou a sua provocação muito boa. A palestra nos fez pensar que há espaço para registros, além dos selfies. Ainda bem! Porque, apesar da avassaladora presença, não os torna registros de memória como os que trabalhamos em projetos históricos: com dados completos, como o contexto e os fatos que o antecederam. É preciso narrar e mostrar sentido, exprimir emoções para se tornar memorável. Consideramos que a memória digital é rápida e gera grande volume. Mas só ela não basta. Vamos continuar acreditando nos processos comunicacionais como um todo!

 

Case 35 anos Helibras é concorrente no Prêmio Aberje 2014

 

“Completar 35 anos de atividades no Brasil atuando num mercado estratégico e de alta complexidade como o

Aeronáutico é motivo de orgulho para qualquer empresa.”

                  Eduardo Marson

                 Presidente Helibras

 

Há 40 anos o Prêmio Aberje reconhece as melhores práticas da comunicação empresarial no Brasil, registrando a trajetória das organizações, o aperfeiçoamento de suas narrativas e o potencial de seus profissionais. Devido a essa importância, a Helibras inscreveu o case “Novos rumos, a mesma paixão”, como concorrente na categoria Memória Empresarial, uma das 17 que compõem o regulamento. O Núcleo fez parte deste importante projeto que mostra como os 35 anos de trajetória da empresa justificaram um processo inédito de resgate histórico, que envolveu diversos públicos de relacionamento e valorizou a imagem da empresa.

 

This entry was posted on terça-feira, agosto 26th, 2014 at 20:20and is filed under Sem categoria. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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